Chegar a uma fase da vida em que acreditamos estar sempre sós é como levar duas estaladas de luva branca, ninguém está à espera. No meio disto ouvir ele a dizer que estará sempre lá quando na verdade não está, é revoltante. As promessas e os desejos juntam-se em orgia neste inferno, e já não queremos saber, na verdade já quase nem importa. Assim como o estarmos sós, o hábito acaba também por nos bater à porta, e conformamos-nos com tudo o resto. É só colocar o despertador para a mesma hora, fazer as camas, e seguir em frente.


a 26.6.10
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