"Swing little girl" from The Circus, 1968 | Charles Chaplin

Swing little girl
Swing high to the sky
And don't ever look at the ground
If you're looking for rainbows
Look up to the sky
 You'll never find rainbows
If you're looking down
Life may be dreary
But never the same
Some day it's sunshine
Some day it's rain

Swing little girl
Swing high to the sky
And don't ever look to the ground
If you're looking for rainbows
Look up to the sky
But never, no never, look down

a 23.12.11
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desceu a rua de arma apontada. disparou ao longe, sangrou-me a face. 

[tenho uma lágrima no canto do olho]

a 23.12.11
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uma ano e um mês. chegar a uma única conclusão: já chega.

a 22.12.11
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quando o passado mora ao lado.



vai pelo caminho maior, não lhe olhes para a janela.

a 22.12.11
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uma semana a dar de comida aos gatos e a esquecer-me que eu também tenho um estômago. uma semana a ouvir os vizinhos a chegar de madrugada, a sair de manhã cedo, o tacão a bater na madeira velha do chão, o correio a tocar às campainhas duas a três vezes (porque somos todos um preguiçosos e a cama está quente), levantar, petiscar, vestir e sair. trabalho casa, casa trabalho, café de vez em quando, e uma cinemateca para não desistir da magia. contar os dias todos e tentar matar todas as horas, os minutos até chegar a ti. tudo até chegar a ti.
saber que o natal já não tem valor nenhum, e não sentir nada ou muito pouco com isso. preparar-me para o primeiro natal sozinha, vestir a casa de drama, para depois destruirem-me a novela e comprarem-me um bilhete com destino 'familia'. e eu que quase me tinha esquecido...

e eu só queria o natal para chegar até ti.

a 22.12.11
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cinco postais num dia. mais sete no outro. apressar-me antes que o correio feche e me dê vontade de matar o Natal.

a 22.12.11
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a crueldade é real. as pessoas más existem. e esse lado feio e escuro está em todos, sem exclusão de partes, em mim e em ti também. tenho de me lembrar disto várias vezes e acreditar, embora caia na tentação do contrário. a crueldade não é mito. e hoje o senhor que vivia na rua, naquele largo frio das manhãs de inverno, foi de viagem para o hospital. hoje o largo deserto estava cheio de gente, e eu não conhecia nenhuma daquelas pessoas, a não ser aquele senhor que vivia ali, naquele canto. 
a culpa serviu-me, e eu encaixei-me nela envolta de vergonha e continuei o meu caminho, sempre em frente. 

no regresso procurei-o e encontrei-o junto a outro canto, regressado à sua casa e coberto por um manto sujo e restos de cartão. passei por ele de passo mais lento, não tinha nada para lhe dar, a não ser um sussurro de 'boa noite' quente e vindo do bom que eu quero que haja em mim.

as pessoas más existem, e é terrível termos um pouco delas em nós.
eu não quero ser má pessoa... não quero.

a 22.12.11
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Take Me Home | Tom Waits

a 21.12.11
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I knew that I was dying.
something in me said, go ahead, die, sleep, become
them, accept.

then something else in me said, no, save the tiniest
bit.
it needn’t be much, just a spark.
a spark can set a whole forest on
fire.
just a spark.
save it.


I think I did.
I’m glad I did.
what a lucky god damned
thing.


excerto do poema "Spark" de Charles Bukowski

 
isto sou eu, depois de tudo, contigo.

a 21.12.11
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Christian Patterson 
Redheaded Peckerwood 

"Redheaded Peckerwood, which unerringly walks the fine line between fiction and nonfiction, is a disturbingly beautiful narrative about unfathomable violence and its place on the land" 
Luc Sante

Redheaded Peckerwood is a work with a tragic underlying narrative – the story of 19 year old Charles Starkweather and 14 year old Caril Ann Fugate who murdered ten people, including Fugate’s family, during a three day killing spree across Nebraska to the point of their capture in Douglas, Wyoming. The images record places and things central to the story, depict ideas inspired by it, and capture other moments and discoveries along the way.




olá. também quero isto. fico à espera.



a 20.12.11
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(you know it's time
that we grow old and do some shit)

a 20.12.11
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(Ela)

A vida passa e era bom saber
Que estás em forma e feliz


em "Se Por Acaso (Me Vires Por Aí)", de JP Simões.

a 17.12.11
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comprei-te prendas, bonitas prendas. queria ficar com elas todas, são tão bonitas! mas depois pensei, que delícia ali pousadas um dia, junto de todo o resto que te pertence... junto do que é meu e teu, como se fosse tudo nosso. fiquei feliz.

a 17.12.11
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"- beija-me cabeça-de-alfinete, assim, cuidado com a lata de tinta que me custou os olhos da cara e em que tropeço ao partires para cima de mim desse modo, não te ponhas com ideias, o oleado não é nada confortável, lembra-te do que vieste aqui fazer, lindo menino, a escada está atrás da porta da cozinha, não te avisei que não tenho luz, céus que depravado, não não tinha pensado na banca nesses moldes, o que queres dizer com usar essa torneira a nosso favor, ahahm aham, quero que fixes os candeeiros no teto, eu fazia isso, bem sabes como tenho feito quase tudo nas outras mudanças, mas doem-me as costas, vês, estou toda marcada, não, não podes tocar, fica onde estás não saltes daí que caímos os dois no chão e me espalmas a bacia em três cacos, uma flor como eu não devia andar a corcovar-se com eletrodomésticos escadas acima, agora já não preciso de ti para nada. Olha para essas calças, não vieste com isso para pintar pois não? Vai ver naqueles sacos se tenho alguma coisa que te sirva, não quero que depois me culpes pelos trapos manchados com que andas, és cá um desmesurado, se não fosse eu a dar-te uma graça... põe-te confortável, pendura as calças no cabide, eles dão-te uma ficha, depois deixa-me beijar-te a glande. isso, aperta-me os seios e livra-te dessa presilha de rosáceas, está a picar-me por debaixo do vestido, meu bruto arreveza os dentes, onde já se viu arreganhar os dentes para desprender um broche, o que queres dizer com fico estonteante neste vestido, nem penses que faço isso meu porco, não digas isso, não é verdade as minhas nádegas não estão nada mais firmes, eu sei o que tu queres, não é nada espetacular, lembra-te do que para aqui vieste e pinta, guarda isso para as tuas amiguinhas dos foruns da internet, faz isso faz, com mais lingua, não, não pouses o vestido aí, seu inutil, que isso é um aquecedor e eles devem vir ligar a luz e o quadro estala durante a noite e quem paga essa merda és tu, estás a ouvir meu inepto, que me custou um balurdio, tenho que te ensinar tudo. Está calado. Não sei porque paraste, com mais força, meu frouxo, não te entusiasmes, não te ponhas com merdices, és cá uma menina, pareces o bukowski a bater na mulher, assim, és o meu homem. Nem penses que passo aqui a noite, está bem, eu vou contigo." 


o meu querido amigo Samuel tem finalmente um blog. coisa que tive de vir a descobrir por entre os cantos de uma rede social. agora é disso que vivem as amizades... oh não, mas o Samuel não.
este é o Samuel, naquilo que tem mais de bonito, que não é só a escrita, mas o resto é muita coisa, demasiada para explicar aos que não tem a dádiva de o terem como amigo. partilho o que posso, e aqui está:



a 17.12.11
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"Besame Mucho" | Cesária Évora ao vivo em Paris, 2002

a 17.12.11
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sodade
sô saudade
sou saudade

senhora Saudade, era o seu nome (não era?)
e agora mais do que ...


a 17.12.11
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This house is so full of people it makes me sick. When I grow up and get married, I'm living alone. Did you hear me? I'm living alone! I'm living alone! 


foram precisos os meus vinte e poucos anos para perceber porque raio acontece sempre nesta época natalícia o Sozinho em Casa saga. um filme para putos, lol.

a 16.12.11
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"i was born when she kissed me
i died when she left me
i lived a few weeks
while she loved me"



perdi o In A Lonely Place do Nicholas Ray, na cinemateca, porque resolveram esgotar a porra da sala sem mim lá dentro. no entanto trouxe aquele bocado de papel em que o Bénard da Costa conta metade do filme. 
lixar-vos-ei a todos, vejo em casa de cobertores nas pernas .|.

a 16.12.11
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tenho tendência para apreciar o que de mais bonito há no contorno, na parede à volta, no caixilho.
se ao menos as fotos fossem espelhos bonitos...

a 13.12.11
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excerto de "In Un jour a Demandé" de Pina Baush




a 13.12.11
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a repetir a wishlist passada do aniversário, continuam e acrescentam-se:

. Crimes Exemplares (Max Aub)
. Who's Afraid of Virginia Woolf (Edward Albee)
. Our Lady of the Flowers (Jean Genet)
. The Heart is Deceitful Above All Things (JT LeRoy)
. Sarah (JT LeRoy)
. Bicycle Diaries (David Byrne)
. Double Game (Sophie Calle)
. Important Artifacts and Personal Property from the Collection of Lenore Doolan and Harold Morris, Including Books, Street Fashion, and Jewelry (
Charles Bukowski)
. Things the Grandchildren Should Know (Mark Oliver Everett)
. The Ballad of Sexual Dependency (Nan Goldin)
. Devil's Playground (Nan Goldin)
. Let Me In (John Ajvide Lindqvist)
. I Never Liked You (Chester Brown)
. Prosa Completa (Woody Allen)
. Seven Plays (Sam Shepard)
. The unseen hand and other plays (Sam Shepard)
. Collected Plays (Arthur Miller)
. So the Wind Won't Blow It All Away (Richard Brautigan)
. The Pill Versus the Springhill Mine Disaster (Richard Brautigan)
. Love is a Dog From Hell (Charles Bukowski)
. O Medo (Al Berto)
. Seven Easy Pieces (Marina Abramovic)
. When Marina Abramovic Dies: A Biography (
It Chooses You (Miranda July)
. Learning to Love You More (Miranda July/
The Self-Esteem Holocaust Comes Home (Sam Pink)
. Frowns Need Friends Too (Sam Pink)
. Nothing: A Portrait of Insomnia (Blake Butler)
. Take Care of Yourself (Sophie Calle)


ocorre-me muitas vezes aquela musica à cabeça "você abusou..."



a 13.12.11
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video de Christin Turner


when you say so.

a 11.12.11
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I know what I'll do in the alone of my time
But what will I do with the leftover wine
I'm gonna spend my whole life making the time rhyme
And then I'm gonna run to the people
And I'll sing them a song of mine
You know I'm gonna do anything
Just to take up time
Cause I can't find a taker for the leftover wine
I'll drink some of yours
If you'll drink all of mine
Because I can't stand the taste of that leftover wine





Leftover Wine | Melanie Safka


(partir, com uma garrafa de restos posta na mesa)

a 11.12.11
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para surpresa minha, nunca foste a surpresa dos outros. e quando lhes contei os podres, ouvi festejos e bater de palmas e suspiros de alivio. escondi as mãos frias nos bolsos de vergonha, e tapei os olhos à minha doença.
para minha grande surpresa, foste sempre a minha pior surpresa, e nunca a dos outros.


a 11.12.11
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animação de Christin Turner, com a musica "Your Beat Kicks Back Like Death", da Scout Niblett



estamos prontos, 2012.


a 7.12.11
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cuspir-te as minhas doenças em lágrimas salgadas que me ficam presas nas pestanas.

a 7.12.11
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lê-me sempre fora das entrelinhas. estarei em modo espere-escute-olhe fora delas. o que aqui escrevo será sempre uma grande mentira transformada numa tentativa poética da verdade. e isto não passa de um grande palco de teatro amador.

a 3.12.11
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- What was the first line?
- "It began as a mistake".
I mean what a great opening. Then, then the reader thinks, well what began as a mistake? My life...

em Bukowski: Born into this, 2003



ler as mãos poderá ser a única certeza do que realmente se lê. os traços são reais, os calos sentem-se, as unhas roídas... sempre compreendi a crença nas mãos mais do que a devoção num poema inteiro ou, talvez, um livro. seria demasiado fácil.

a 3.12.11
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Morning theft
Unpretender left,
Ungraceful...



Blue Ridge Mountains, por altnnssls com a musica do Jeff Buckley, "Morning Theft"

a 3.12.11
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