A árvore que se dá nas Índias Orientais, e lá chamam triste, é assim chamada porque não floresce nunca senão na noite. Quando o sol se põe não se vêem nela flores algumas; e todavia meia hora depois do sol-posto, esta árvore fica toda florida, e apenas o sol lança novamente os seus raios, caem-lhe as flores, sem lhe ficar alguma. É do tamanho da pereira. A folha assemelha-se à do loureiro quando é um pouco cortada. A semente serve para lançar na comida; e a água que se espreme desta flores serve para remédio contra a moléstia dos olhos.

Viagem de Francisco Pyrard de Laval: TRADUÇÃO E DESCRIÇÃO DOS ANIMAIS, ÁRVORES E FRUTOS DAS ÍNDIAS ORIENTAIS


excerto do "Medo", de Al Berto


a 14.8.13
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