há que tratar a pelagem que é bem mais do que agasalho
de peito feito e coragem ou ar de arrebimb’ò malho
que o pêlo é um madrigal faz verdura dá consolo
faz do corpo matagal onde quem se perde é tolo
tudo no corpo apetece mas o pêlo sinaliza   
onde no corpo acontece ser a fúria mais acesa
sovaco púbis ou ânus peitaça orelhas nariz        
sempre um pelito mostramos onde o corpo é mais feliz        

e no grelo ouriçado como num pénis em riste       
fácil é o constatado que ali sempre o pêlo existe
dizer o quê do desvelo após embate de amor
sentir púbico cabelo de um dente nosso em redor?
tão certo sou desse pêlo que se não falha o bom sizo
é por termos o cabelo que nos fodem o juízo
e de bom grado vos deixo para o amor o meu conselho
que sempre se apoie o queixo lá onde cresce o pintelho



"da pilosidade"
, poema de Jorge Castro


a 23.1.15
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