tudo
se consuma
onde se consuma
tudo quanto em ti
se consuma, isto é, no termo,
onde o espaço digamos cresce e 
mingua entre as tuas coxas, cresce e
mingua entre as tuas coxas, mas fá-lo entre as
minhas, onde digamos tudo se consuma, aí mesmo onde
te transporta o cavalo que acolhes, e fá-lo entre as 
tuas minhas coxas, aí onde tudo se consuma, aí
falo perlado de um sumo translúcido
e doce, seiva de túmida semente,
aí mesmo, nessa falência
onde o espaço se
consuma e tudo
se inicia, aí
mesmo.




poema de Alberto Pimenta

(para o André)




a 10.7.15
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